Retrato de Benedita Antonieta

Nome: Benedita Antonieta de Moraes

Negócio: Clovispinga

Área do Negócio: Projeto Sabores do Rio

Bairro/Município: Méier/RJ

Contato: (21) 983730848

Outras informações: Instagram: @clovispinga; Facebook: @clovispinga
Benedita Antonieta de Moraes, Bené no Rio ou Antonieta em São Paulo, é a alma do negócio Clovispinga, voltado a cachaças, pingas saborizadas e licores artesanais. Formada em Química pela Universidade Federal de São Carlos, trabalhou no Banco do Brasil, onde se aposentou como gerente de expediente.

Cheia de ideias, montou um Bazar Papelaria na estrada  da Fontinha em Bento Ribeiro-RJ, em sociedade com uma colega do BB. Trabalhava de segunda a segunda. Por questões familiares e viagem da sócia, o negócio foi vendido. Bené é da região de Capivari-SP, cidade cuja principal atividade econômica é a cana-de-açúcar, com engenhos e alambiques. Depois, sempre que visitava Capivari, trazia cachaças e licores para presentear amigos e familiares, quase sempre do alambique da Maria da Pinga.

Seu marido Clóvis, vendedor autônomo, sondou a possibilidade de comercializar a cachaça de Capivari. Com a primeira venda de 5 litros da cachaça, planta a semente do futuro negócio. Ao mesmo tempo, uma de suas filhas pediu que os pais preparassem uma barraca de licores e batidas no seu aniversário. Os licores trazidos de SP fizeram muito sucesso. Logo depois, Clovis e Bené foram convidados a vender licores na primeira festa junina do condomínio de sua filha. Surgiu a primeira barraca da Clovispinga – licores servidos em doses armazenadas em garrafinhas. Para sua surpresa, no primeiro dia do evento sua produção já tinha acabado. Articulada, Bené buscou contato com fornecedores de Minas. Conseguiu com rapidez a pinga para produzir seus licores e batidas para o sábado e domingo do evento. Clóvis e Bené resolvem então empreender juntos. O negócio foi batizado de CLOVISPINGA no CNPJ. Seu genro, designer, criou a logo com sua identidade. Bené lembra que faz sete anos que está neste setor. 

Começaram a participar de feiras com licores de MG e SP, mas seu contato com o público rendeu outras opções – hoje são 26 sabores autorais, feitos com o mesmo carinho que a menina Antonieta fazia em sua casa ao receber seus amigos e familiares, sabores testados e aprovados por seus clientes. Seu licor de jenipapo é um sucesso, gostinho de casa grande, com pé de jenipapo, de mãe, de vó. Suas batidas são 100% artesanais. Seus conhecimentos de Química a ajudam na avaliação da qualidade e confiabilidade da produção de seus fornecedores. As frutas são adquiridas na CADEG, ou em parceria de agricultores, produtos orgânicos, trocas inclusive na rede ASPLANDE. 

Participam da Confraria do Copo Furado, primordial para ter acesso a cachaceiros de todo o país, cachaças de alambique de qualidade, conhecimento sobre a cachaça, visitas guiadas a alambiques e festivais. Põe em contato pessoas que fazem degustação, discutem, trocam ideias e comercializam as melhores cachaças do país. Fornece para alguns bares, mas a maioria das vendas é feita em feiras associadas a eventos, como Circuito das Rodas de Samba, FLUP, fornecimento de lembranças para festas etc.

Conheceu a ASPLANDE durante a Pandemia, encontrando mentoria para a divulgação de seus produtos nas diversas mídias. Aprendeu a fotografar, precificar, rotular, comercializar, e viu a importância de ter uma marca que lhe identificasse. Fez a formação do Projeto Sabores do Rio e está em constante busca de aperfeiçoamento. Atualmente tem como desafio o projeto para desenvolver um licor super refinado, mais natural, com um toque mais saudável. Aguardem!!!

Na pandemia, o delivery, graças aos conhecimentos adquiridos na ASPLANDE, foi implementado de forma que representa 40% das vendas. Fabrica seus licores e batidas na sua própria casa. No futuro, quem sabe, busca uma certificação para vendas em outros estados. Seu marido atua nas compras de insumos, vendas, envasamento e delivery.

Bené comenta: “O ser humano é movido a desafios. E com o desafio e a observação nasce o empreendedor. Busque aprender, busque observar, inquiete-se. Empreender é renovação.”

 

Por Glaucia Torres voluntária da ASPLANDE