Retrato de Cláudia Duarte

Nome: Cláudia Duarte

Empreendimento: Concreto com Afeto 

Área do negócio: Raízes do Rio 

Cidade: Nilópolis 

Telefone: (21) 99672-0797  

Instagram/Facebook: @concretocomafeto

 

Cláudia Duarte, nossa entrevistada, é a empreendedora do grupo Raízes do Rio, que está à frente do negócio “Concreto com Afeto”. Ela produz lindas peças de decoração, trabalhando o concreto, utilizando técnicas de acabamento e compondo as peças com outros materiais. A seguir, ela vai nos contar a sua história: 

Tenho 47 anos, sou casada, fui mãe 4 vezes e tenho 3 filhos. Fui vendedora, atendente de balcão e operadora de caixa, entre outras funções. Há mais de 20 anos, quando deixei de trabalhar fora, para cuidar das crianças, o artesanato se tornou minha fonte de renda. A partir daí, foram várias as técnicas com que trabalhei, até me apaixonar pelo concreto artesanal.

O nome do meu negócio “Concreto com Afeto ” eu ganhei em um sonho. Queria abrir um CNPJ, mas queria algo que descrevesse de fato meu empreendimento. Acordei com este nome e, ao tentar usá-lo na inscrição para o MEI, ele estava disponível!

Comecei essa empreitada em 2018, apenas produzindo vasos para presentear amigas que faziam parte de minha equipe em um trabalho voluntário de atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade. Eu estava precisando muito de uma fonte de renda e elas me incentivaram a começar meu negócio. 

Criei minha MEI e comecei a trabalhar no desenvolvimento de produtos, fui aprendendo com erros e acertos e, sentindo a necessidade de diversificar, fiz pesquisas na internet e um curso on-line em uma empresa de concretagem de alto de desempenho.

Hoje, confecciono produtos variados em concreto artesanal: vasos, bandejas, luminárias, contêineres para velas, pequenas estatuetas, entre outros. Minhas peças passam por um processo de produção que dura em média de 5 a 6 dias, consistindo em: preparação da matéria prima, informe, desinforme, lixamento, cura, secagem, pintura, em algumas peças, e todas têm um acabamento final em resina acrílica.

Antes da pandemia, eu e minha filha mais velha, Clara, hoje com 27 anos, fazíamos feiras e nos mantínhamos com as vendas. Mas, com a chegada do COVID-19, enfrentamos muitas dificuldades, Clara voltou ao mercado de trabalho formal e eu fiquei trabalhando sozinha.

Nesse momento complicado, conheci a Asplande, que me levou a descobrir que eu não estava sozinha, muitas mulheres passavam pelo mesmo que eu estava passando, e ali me fortaleci. Com a ajuda da Asplande, passei a fazer minhas vendas pela internet e, até hoje, estou sempre participando das formações online. A Asplande ensina muita coisa!

No momento não estou fazendo feiras, minhas vendas estão sendo feitas pelo Instagram, em um ritmo menor, e o meu negócio não tem sido muito rentável, mas tenho planos de retomar minha atividade e incrementar minha produção e minhas vendas”.

 

Escrito por Cláudia Duarte e Adelina Araújo, voluntária da Asplande