Retrato da Ana Cristina Dias

Nome:  Ana Cristina Dias Ribeiro

Negócio: Galho Verde

Área de Negócio: Artesanato – Raízes do Rio

Bairro/Município: Sepetiba / Rio de Janeiro

Contato: (21) 98116-7070  

Instagram: @ galhoverdeterrarios

Facebook: Galho Verde Terrários

 

Sou Ana Cristina Dias Ribeiro, carioca de 52 anos, moradora de Sepetiba, casada com Walmir Ribeiro de Sousa Filho, e empreendedora do artesanato com o negócio Galho Verde. 

Aos 18 anos, entrei na faculdade de Educação Física, menina mais cheia de ideias e ideais. Nessa trajetória, driblava altos e baixos, buscando alternativas para que o nosso trabalho se destacasse. Digo nosso porque montei o Centro Esportivo Ana Ribeiro onde, com uma equipe de professoras maravilhosas,  oferecíamos atividades extraclasse tais como ginástica artística, judô, capoeira, jazz, ballet, teatro, vôlei, basquete e futebol, em parceria com colégios particulares, como CEL, Pinheiro Guimarães, Santo Amaro e Guido de Fontgalland. Mas em 2018, um incêndio destruiu praticamente todo o nosso equipamento. 

Paralelamente, meu marido, depois de uma trajetória bem sucedida na área de Segurança Patrimonial, foi demitido. Vimos então no Artesanato uma oportunidade para nos reinventar, e especialmente nossa filha Anastácia nos deu grande incentivo. Meu marido, que serviu na marinha, tinha muita habilidade com os nós e, a partir disso, descobrimos nossas habilidades e nos aperfeiçoamos. Começamos a utilizar o crochê, o macramê e a marcenaria, aprendi muita coisa com vídeos na Internet, e assim nasceu a GALHO VERDE, cujo nome surgiu também com a ajuda de Anastácia. 

No começo o Artesanato foi um remédio, pois enquanto você produz, ocupa sua mente, deixando de lado a depressão, sem tempo para lamentações. Depois veio a esperança. Será que alguém vai gostar do meu trabalho? E, em seguida, a satisfação, que pode vir num simples elogio ou na compra de um produto. 

Hoje o Artesanato é a nossa fonte de renda. Fazemos parte, com muito orgulho, do Circuito Rio Ecosol Região Zona Oeste, aprendemos, trocamos experiências e temos oportunidade de participar de feiras em diferentes bairros da Cidade, que têm como diferencial a sustentabilidade, gerando trabalho e renda.

Cheguei à Asplande por intermédio da Regina, que conheci nas reuniões da Economia Solidária em 2018. Na pandemia, tivemos que parar de trabalhar com as feiras, conseguíamos vender alguma coisa pela Internet, mas muito pouco. Tivemos a ajuda da família e da Asplande, recebemos cestas básicas e sou muito grata à Regina e a todos os envolvidos.

Digo que nos reinventamos e que o segredo para encarar as dificuldades é a PERSISTÊNCIA. Espero que a nossa história inspire novos Artesãos.

 

Escrito por Ana Cristina Dias Ribeiro, empreendedora do Galho Verde