Retrato da Aira Nascimento
Nome: Aira Nascimento
Negócio: As Josefinas COLAB & Espaço Cultural
Área do Negócio: Espaço colaborativo de formação, colaboração e mentoria com foco em mulheres empreendedoras da periferia do Rio de Janeiro
Bairro/Município: Campo Grande
Contato: (21) 97254-4192
Aira Nascimento, nossa entrevistada, foi idealizadora e fundadora do espaço As Josefinas COLAB & Espaço Cultural, que tem como foco a formação, colaboração e mentoria de mulheres e mães empreendedoras em Campo Grande, valorizando espaços de trabalho na região e dando a essas mulheres condições de investir no bem-estar, na educação e na saúde de suas famílias.
Aira Nascimento é uma mulher negra, de 38 anos nordestina, carioca de coração, neta de Josefa, mãe do Bento de 3 anos e esposa de Guilherme, homem negro, arquiteto, incentivador e parceiro do seu trabalho. Aira é Engenheira de Produção, especializada na filosofia de gestão que privilegia a manufatura enxuta e a redução do desperdício. Trabalhou por 15 anos em uma empresa multinacional do ramo de petróleo e gás, sempre de forma multidisciplinar e prezando o trabalho em equipe e a diversidade.
Querendo unir sua experiência profissional às demandas que visualizava no seu entorno, Aira saiu da empresa onde trabalhava, acreditando-se capacitada a criar um negócio de impacto social na sua comunidade.
Como a ideia surgiu?
A ideia das Josefinas surgiu no curso AfreeTech, braço educacional do movimento Black Money, e o projeto ganhou corpo quando Aira conheceu o núcleo de negócios sociais da Asplande, onde foi mentorada por Tati Brandão. O programa de incubação de mais de 20 mulheres, do qual Aira participa na Asplande, e que conta com o apoio do Conselho Britânico, tem desempenhado um papel importante no negócio.
O que é o espaço “As Josefinas”?
O coletivo funciona no centro de Campo Grande, em uma casa reformada e mobiliada com recursos próprios e da família, e nasceu para ser um negócio de impacto na periferia. Campo Grande é o bairro mais populoso da cidade e foi berço de mulheres de fibra como Elza Soares e Aurea Martins, no entanto, está afastado do centro do Rio, exigindo grande tempo de deslocamento e trazendo dificuldades de acesso às oportunidades de trabalho e desenvolvimento pessoal, ao lazer e à cultura, especialmente para as mães de família.
No coletivo As Josefinas, são realizadas: oficinas de empreendedorismo, artes e gastronomia, sem custo para as mulheres e meninas em situação de vulnerabilidade social; mentoria de projetos, suporte de marketing e divulgação; sublocação do espaço para residentes que prestam seus serviços e deixam um percentual de sua receita na casa; e rodas de conversa e troca de saberes, que podem ser frequentadas com os filhos.
A equipe
O espaço começou a funcionar em janeiro de 2019, quando Aira contava com sua mãe Rosimar Nascimento e Day Medeiros, além de Simara Conceição e Nina Silva, que foram parcerias temporárias.
Na equipe atual, Aira administra a casa, Beá Machado comanda a comunicação, Rosimar dá o suporte diário para manutenção e limpeza da casa, acolhe e incentiva a todos, e Day é responsável pela parte cultural.
Caminhando e sinalizando
O coletivo vem sinalizando a cada mês e, desde 28 de abril, cumprindo a agenda programada de encontros, muitas atividades foram realizadas, com a presença de cerca de 400 pessoas, predominantemente mulheres de 25 a 55 anos. Além disso, As Josefinas já ajudaram a estruturar 3 novos negócios, residentes na casa.
A principal dificuldade encontrada é mudar a cultura regional e mostrar que um empreendimento não se efetiva apenas por intuição, sendo necessários a preparação, o entendimento e a gestão do negócio.
Mensagem final
Para conduzir o coletivo, Aira reflete muito e busca o amor junto ao profissionalismo no que faz, acreditando num futuro onde empreendedores sociais viverão de seus negócios e transformarão suas realidades.
A mensagem de Aira para as mulheres empreendedoras é a seguinte: “Vá e faça seu melhor. Você é capacitada e tem os recursos necessários para avançar. O conhecimento é uma grande riqueza e, somado à nossa ancestralidade é grande potência”.
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Por Maria Adelina Santos Araújo, Engenheira Química e voluntária da ASPLANDE